As minhas Frésias e um poema maravilhoso de Eugenio de Andrade
Que cheiro doce e fresco,
por entre a chuva,
me traz o sol,
me traz o rosto,
entre março e abril,
o rosto que foi meu,
o único
que foi afago e festa e primavera?
Oh cheiro puro e só da terra!
Não das mimosas,
que já tinham florido
no meio dos pinheiros;
não dos lilases,
pois era cedo ainda
para mostrarem
o coração às rosas;
mas das tímidas, dóceis flores
de cor difícil,
entre limão e vinho,
entre marfim e mel,
abertas no canteiro junto ao tanque.
Frésias,
ó pura memória
de ter cantado –
pálidas, fragrantes,
entre chuva e sol
e chuva
– que mãos vos colhem,
agora que estão mortas
as mãos que foram minhas?
Eugenio de Andrade
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quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Setembro é recomeço...
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga, Diário XIII
terça-feira, 21 de junho de 2011
No meu quintal é Verão...
Chegou o Verão
e o calor
tudo mudou afinal,
vocês nem queiram saber
o que vai no meu quintal.
Livro "Vá de Roda 2"
sábado, 18 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O meu pequenino mundo...
Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.
Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.
Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.
António Ramos Rosa, in "Volante Verde"
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.
Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.
Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.
António Ramos Rosa, in "Volante Verde"
terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Hortenses do meu jardim
FLORES
Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Margaridas ou Malmequeres?
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
Fernando Pessoa
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
Fernando Pessoa
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O meu jardim enfeitou-se para o Natal...
As baguinhas vermelhas, são um manjar para os pássaros...
E um festim para o meu olhar...
Boas Festas!!!
domingo, 5 de dezembro de 2010
E entretanto passou um ano...
Querid@s Amig@s
O tempo passa veloz e sem dar por isso o Coração da Casa assinala o seu primeiro ano de vid@.
Deixo a todos os amigos que me acompanham e incentivam com as suas visitas e os sempre tão simpáticos comentários a minha sincera gratidão.
A todos dedico as singelas camélias do meu jardim.
Bem Hajam por visitarem o meu blog.
O tempo passa veloz e sem dar por isso o Coração da Casa assinala o seu primeiro ano de vid@.
Deixo a todos os amigos que me acompanham e incentivam com as suas visitas e os sempre tão simpáticos comentários a minha sincera gratidão.
A todos dedico as singelas camélias do meu jardim.
Bem Hajam por visitarem o meu blog.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Cinzas e melancolia de Outono
Tu és a folha de Outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade,
a melhor parte de mim.
Cecília Meireles
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Impatiens
Alegrias, são Pequenas Felicidades...
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas e outros
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim...
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas e outros
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
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